Titular contra o Cuiabá, Rafinha comemora vitória do Grêmio e projeta evolução no Brasileiro: "A maré vai virar" e Betmaster

Com apenas mais um jogo para fechar o turno do Campeonato Brasileiro, o Sport e Cassino Pokerstars vê a sua situação ficar cada vez mais complicada e o time se afunda na zona de rebaixamento.

Ilustração de Gustave Doré

Chapeuzinho Vermelho é um conto de fadas clássico, de origem europeia do século XIV. O nome do conto vem da protagonista, uma menina que usa um capuz vermelho. Publicada pela primeira vez pelo francês Charles Perrault, e depois pelos Irmãos Grimm (da versão mais conhecida), o conto sofreu inúmeras adaptações, mudanças e releituras, e também da cultura popular mundial, sendo uma das fábulas mais conhecidas de todos os tempos.

Origem

O escritor Charles Perrault, conhecido como “o pai da literatura infantil”, foi o primeiro a registrar uma versão impressa de Chapeuzinho Vermelho.

As origens da história podem ser rastreadas até por de vários países europeus e mais do que provavelmente anteriores ao século XVII, quando o conto adquiriu a forma conhecida atualmente, com a versão dos irmãos Grimm de inspiração. Chapeuzinho Vermelho era contada por camponeses na França, Itália e Alemanha, sempre com um caráter muito popular.

Charles Perrault

A versão impressa de Charles Perrault, Le Petit Chaperon Rouge, retirada do folclore francês, foi inserida no livro Contos da Mamãe Gansa. A história de Perrault retrata uma “moça jovem, atraente e bem educada”, que ao sair de sua aldeia é enganada pelo lobo, que come sua avó e arma uma armadilha para a menina – que termina sendo devorada, sem final feliz. Essa versão foi escrita para a corte do rei Louis XIV, no final do século 17, destinada a um público que o rei entretinha com festas extravagantes, com a pretensão de levar uma moral às mulheres para perceberem os avanços de maus pretendentes e sedutores. Um coloquialismo comum da época era dizer que uma menina que perdeu a virgindade tinha “visto o lobo”.

O autor explicou a moral da história ao fim do conto nos seguintes termos:

A partir desta história se aprende que as crianças, especialmente moças jovens, bonitas, corteses e bem-educadas, não se enganem em ouvir estranhos. E não é uma coisa inédita se o Lobo, desta forma, (arranjar) o seu jantar. Eu chamo Lobo, para todos os lobos que não são do mesmo tipo (do lobo da história), aquele com uma disposição receptiva – sem rosnado, sem ódio, sem raiva, mas dócil, prestativo e gentil, seguindo as moças jovens pelas ruas, até mesmo em suas casas. Ai de quem não sabe que esses lobos gentis são de todas as criaturas as mais perigosas!

Os Irmãos Grimm

Wilhelm (esquerda) e Jacob Grimm (direita), pintura de 1855 por Elisabeth Jerichau-Baumann.
Wilhelm (esquerda) e Jacob Grimm (direita), pintura de 1855 por Elisabeth Jerichau-Baumann.

No século 19 duas versões da história foram contadas a Jacob Grimm e seu irmão Wilhelm Grimm, a primeira por Jeanette Hassenpflug (1791-1860) e a segunda por Marie Hassenpflug (1788-1856).

Os irmãos registraram a primeira versão para o corpo principal da história e a segunda em uma sequência.

A história com o título de Rotkäppchen foi incluída na primeira edição de sua coleção Kinder-und Hausmärchen (contos infantis domésticos (1812).

Perrault é quase certamente a fonte do primeiro conto. No entanto, eles modificaram o final, introduzindo o caçador que abre a barriga do lobo e tira a menina e sua avó, colocando pedras no lugar; este final é idêntico ao que há no conto O lobo e os sete cabritinhos, que parece ter influenciado tal mudança.

A segunda parte conta como a menina e sua avó prendem e matam um outro lobo, desta vez antecipando seus movimentos baseados em sua experiência anterior. A menina não deixou o caminho quando o lobo falou com ela, sua avó trancou a porta para mantê-lo fora, e quando o lobo se escondia, a avó manda Chapeuzinho colocar no fogo da lareira uma panela com água fervente. O cheiro que sai da chaminé atrai o lobo para baixo, e ele se afoga. O desfecho desta segunda parte também possui semelhança com o de outro conto, o d’Os Três Porquinhos. Os irmãos revisaram novamente a história em edições posteriores até alcançar a versão final, acima mencionada, e publicá-la na Edição de 1857 de seu trabalho.

Ao longo do tempo, inúmeras versões foram criadas para o conto. No Brasil, é comum relacioná-lo a duas músicas de sucesso do cantor Braguinha feitas especialmente para a historinha contada para crianças: Pela Estrada a Fora e Lobo Mau.

Depois, quando a história já tinha um forte caráter infantil, o século XXI trouxe ainda novas versões: a irreverência e o deboche em Dalton Trevisan, os desenhos de Maurício de Sousa atraindo o público mais infantil, Neil Gaiman impressionando seus leitores ao expôr uma Chapeuzinho indiferente a morte da vó pelo lobo, e Deu a louca na Chapeuzinho, filme de 2005 com paródia dos personagens.

Guimarães Rosa, em Fita verde no cabelo, traz uma versão para adolescentes. Ela vai desde o fluxo das fantasias de uma jovem até o momento em que se defronta com a morte de sua avó, sendo desta forma, obrigada a enfrentar seus medos, angústias e solidão. Chico Buarque faz uma paródia, Chapeuzinho Amarelo, para o público pré-adolescente.


Na Dani Lessa o conto infantil ganhou uma fantasia linda! As meninas podem brincar e soltar a imaginação, com a capa e uma cestinha cheia de guloseimas de tecido – uma fofura! Também tem a capa do lobo, para a brincadeira imitar a história junto com os coleguinhas!

Chapeuzinho Vermelho
Chapeuzihho Vermelho e o Lobo
Lobo Mau

Pesquisa: Agência DB

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