19mar
2019
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Por falar em Páscoa…

Páscoa chegando e chocolate em foco. Como lidar com os exageros que a época incita?

Há dois anos, a revista Veja estampou sua capa com a notícia de que se podia comer essa guloseima quase como uma obrigação para manter a saúde – como se um milagre tivesse ocorrido e todas as nossas orações atendidas.

Mas ao ler a matéria com atenção, entendemos que a encantadora chamada conta que todos os benefícios atribuídos ao chocolate estão relacionados aos ‘flavonoides’ presentes no CACAU – e também em alimentos como tomate, brócolis, morango, azeite – e NÃO em TODOS os chocolates, como pressuposto.

Como sabemos, existem vários tipos de chocolate:
– Chocolate ao leite: baixo teor de cacau e quantidades maiores de gordura e açúcar;
– Chocolate branco: não possui cacau e contem grande quantidade de gordura;
– Chocolate amargo: com maiores quantidades de cacau, de 50% até 90%, dependendo da escolha.

Portanto, é o chocolate AMARGO o indicado – que possui mais cacau e menos açúcar – aquele que pode trazer benefícios como redução de pressão arterial, prevenção do diabetes e doenças cardiovasculares, redução do colesterol ruim – LDL e aumento do colesterol bom – HDL, ação antioxidante, e atrapalhar menos seu progresso no processo de manter ou perder peso.

O chocolate, assim como outros alimentos, deve ser consumido com moderação e de forma equilibrada na dieta, mas se você não resiste a um pedacinho diário, lembre que o primeiro ingrediente da lista de um bom chocolate deve ser o CACAU.


E EM DATAS COMO A PÁSCOA? COMO LIMITAR O CONSUMO DAS CRIANÇAS?

De acordo com os especialistas, um consumo saudável de chocolate não pode ultrapassar 30 gramas por dia no caso dos adultos. No caso das crianças, não é recomendado que menores de três anos consumam chocolate. A partir dessa idade, o consumo diário não deve ultrapassar o equivalente a um tablete pequeno. É nessa quantidade que os benefícios do cacau são observados de forma mais intensa. A orientação é de que os pais evitem o consumo precoce de chocolate por ser potencialmente alergênico e calórico.

Mas sabemos que na Páscoa crianças ganham muitos ovos de chocolate – dos pais, avós, tios, padrinhos.

Para quem não abre mão do tradicional chocolate, as opções mais recomendadas pelos nutricionistas são as que têm mais de 70% de cacau, já que o que faz o chocolate ter a propriedade antioxidante, promover a liberação de endorfina e trazer a sensação de bem-estar é o cacau. Mas se a escolha não for pelo chocolate meio-amargo ou com 70% de cacau, que pelo menos seja um ao leite simples. Os recheios tendem a deixar o ovo ainda mais calórico.

Assim, o melhor tipo de chocolate para as crianças, segue as mesmas orientações para os adultos: a preferência deve ser pelos chocolates mais amargos e sem recheios, pois as papilas da língua de uma criança pequena são puras, não têm nenhuma alteração viciosa de paladar. Se estimulada para alimentos muito doces, a criança vai tender a recusar alimentos não tão doces.

Ovo de Pintar

Também existe no mercado ovos de Páscoa sem açúcar, sem glúten e sem lactose. Essas opções, segundo nutricionistas, são especialmente interessantes para pessoas que têm algum tipo de restrição alimentar, já que a presença desses ingredientes por si só não é considerada prejudicial. Produtos que anunciam conter mais fibras são bem-vindos, pois ajudam a reduzir a absorção da gordura pelo organismo.

Para evitar o exagero, uma dica é abrir um só ovo por vez e dividi-lo em pedaços pequenos, limitando o consumo diário. Não deixar todos os ovos à vista também pode ser uma boa ideia para evitar a tentação de querer experimentar todos de uma vez.

E para quem busca alternativas ao tradicional, no site Dani Lessa a coleção de Páscoa prima pela criatividade e tem brinquedos, fantasias e aventais para tornar a Páscoa muito mais divertida, com menos chocolate e mais saúde! 😉


 Por Agência DB/Estilo40



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